Bispos e pastores da Universal em Angola tomam controle de templos e rompem com direção brasileira

Bispos e pastores da Universal em Angola tomam controle de templos e rompem com direção brasileira

Nesta segunda-feira (22/6), bispos e pastores da Igreja Universal em Angola assumiram o controle de 35 templos em Luanda e em torno de 50 em outras províncias do país.

Em um movimento sem precedentes, os religiosos angolanos declararam ruptura com a gestão brasileira.

A Igreja Universal do Reino de Deus de Angola divulgou uma nota oficial:

“alguns templos no país foram invadidos por um grupo de ex-pastores desvinculados da Instituição por práticas e desvio de condutas morais e, em alguns casos, criminosas e contrárias aos princípios cristãos exigidos de um ministro de culto”.

Além disso,  a Universal diz que os ex-pastores teriam usado a violência e promovido “ataques xenófobos”, além de agredir pastores, esposas de pastores e funcionários “com objetivo de tomar de assalto a igreja, com propósitos escusos”.

Segundo um manifesto elaborado em novembro, o motivo da dissidência envolve acusações de evasão de divisas pela direção brasileira, racismo, expatriação ilícita de capital, abuso de autoridade, discriminação, imposição da prática de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal dos religiosos.

Em uma nota de defesa divulgada pela Universal, foi afirmado que os invasores espalham mentiras para confundir a sociedade angolana.

“Basta frequentar qualquer culto da Universal, em qualquer país do mundo, para comprovar que bispos, pastores e fiéis são de todas as origens e tons de pele, de todas as classes sociais. Em Angola, dos 512 pastores, 419 são angolanos, 24 são moçambicanos, quatro vieram de São Tomé e Príncipe e apenas 65 são brasileiros”, afirma a instituição.

Sem dúvidas a situação é bastante complexa e envolve acusações graves. O bispo Edir Macedo é o atual líder da Igreja Universal do Reino de Deus e tem hoje 10 mil templos espalhados em mais de 100 países. Angola reúne cerca de 500 mil fiéis.

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